Era uma vez uma flor. Vivia num planalto difícil de alcançar, mas sem dúvida que era de uma beleza singular. Era vida, força, juvenilidade, em pé firme, caule alto e forte, com pétalas de cor pura. Dançava ao som dos pássaros, transparecia uma felicidade extrema e era capaz de se destacar por entre todo aquele imundo lugar coberto de más intenções. No entanto, por obra do acaso, a folhagem da árvore que sempre ali esteve tapou-lhe o seu bem mais precioso, a razão da sua existência esplendorosa: o Sol. A flor entrou em decadência, murchou, secou e preparava-se para morrer. Mas no alto da arvore um pássaro cantou e encantou, despertou o interesse da flor que num último fôlego arrebitou. O pássaro saltava de ramo em ramo até que de súbito algo se passou. O pequeno ramo da árvore vergou ao peso do pássaro, os raios de sol trespassaram de novo a árvore incidindo com especial atenção sobre a flor. Deu-se uma explosão de felicidade, brilho e cores. A flo...
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